A pequena vila de São Martinho tem andado bem agitada com as polémicas em torno da Junta de Freguesia e das obras de requalificação. Já dei a minha opinião sobre a intervenção junto à praia, não o fiz em relação à vila porque do que tinha visto no projecto não me agradava, mas enfim... O meu silêncio partiu da naturalidade com que as pessoas de São Martinho assistiram às a presentações públicas onde terão inclusivamente aplaudido! Ora esta é uma situação muito diferente da de Alcobaça onde foram apresentadas dúvidas na primeira sessão que nunca foram esclarecidas.
Para quem está de fora e viu o projecto cresceu o pressentimento que assim que as obras começassem iria estalar a polémica. Admito que não estou por dentro de todo o processo, por isso lanço uma interrogação: afinal onde estava os cidadãos e associações de defesa quando o projecto foi apresentado? Conheccendo o processo de Alcobaça porque não marcaram presença mais intensa? Evidentemente a Câmara não vai recuar e vai voltar a intervir de forma radical onde talvez nem fosse necessário. As prioridades da autarquia continuam a não responder aos principais problemas das localidades. Em São Martinho, para podermos falar de Requalificação, teríamos de ter um conjunto de obras estruturais de apoio à remodelação da marginal. Parques de estacionamento exterior com acessos à praia e circular de desvio do trânsito para libertar a marginal. Não foi feito... orgulhosamente gastamos 5 milhões de euros numa obra de estética. Terá a sua importância, mas é como tratar uma gripe forte com um Melhoral. A gripe passa, mas não pelo rápido efeito do comprimido.
Meus senhores e associações de defesa do património local todos sabemos que ter posições contrárias tem um custo e implica coragem, debate e a humildade de reconhecermos erros. Neste caso depois de uma batalha que será perdida também terão de reconhecer o vosso. De qualquer forma exponham os vossos argumentos e assumam a divergência porque é para isso que vivemos em Democracia.
