quinta-feira, novembro 23, 2006

Duas Obras fundamentais para Alcobaça

Esqueçam lá os IC9 e VCI e Rossio… As obras de que aqui falo são outras. Depois de ter estado presente no final da tarde de ontem no Centro Cultural da Nazaré para mais uma conferência sobre a história da ocupação humana na antiga lagoa da Pederneira voltou a ser referida a obra sobre Parreitas e a presença romana na região. Toda a gente que fala desta obra refere-a como a tal “que já deveria ter saído”. São 20 anos de investigação e escavações arqueológicas, um pequeno museu no Bárrio, mas não há uma obra que contextualize todos estes componentes fascinantes (pelo menos para quem gosta de História!). A nossa vereadora da Cultura também já manifestou que a obra está para sair colocando o ónus do atraso na parte dos investigadores.
Fiquem a saber que, para além da parte de Pedro Barbosa (Parreitas e ocupação da envolvência da lagoa), estão previstos outros artigos muitos relevantes. Destaco o de Vasco Mantas relativo à rede viária romana na região. Acredito que poderá trazer algumas surpresas
Portanto a todos os envolvidos pedimos todos a maior celeridade na publicação da obra. São conteúdos culturais fundamentais.

Todos sabemos como funciona a política editorial das autarquias em Portugal. Raramente é programada, baseia-se em apoios pontuais através da solicitação dos autores. Segundo sei, a obra primordial de Iria Gonçalves (O Património do Mosteiro de Alcobaça nos séculos XIV e XV) sobre o nosso Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça está esgotada. Presumo que uma reedição seja uma ambição, mas, uma vez, que é uma edição da Universidade Nova assusta-me a perspectiva de termos de esperar uma década para que isso aconteça. À Câmara, ADEPA e Mosteiro lanço o apelo para que averiguem a situação e reúnam o estofo financeiro para que a obra seja reeditada. Fica o apelo também para novas estruturas associativas que irão surgir em Alcobaça…
Alcobaça ficaria realmente mais rica com a edição da obra sobre Parreitas e a reedição desta obra maior da historiografia portuguesa de Iria Gonçalves.
P.S. Para outra altura fica a questão São Gião da Nazaré.

5 comentários:

pedro cintra disse...

Recomendo-lhe vivamente http://www.byrnearq.com/

capeladodesterro disse...

Obrigado Pedro
Já conhecia. De qualquer forma passei por lá... a recomendação foi por algum motivo especial?
De qualquer forma o rossio não era, claramente, a obra que queria referir nestes posts!

capeladodesterro disse...

"O projecto procura resgatar a relação de complementaridade entre cidade e abadia, reaproximando ambos na zona envolvente ao monumento, e propondo concretizá-la no seu monumental terreiro.
As opções projectuais tomadas procuraram sempre privilegiar o carácter imanente da preexistência em relação ao novo conteúdo programático, resolvido de modo discreto e lateralizando os novos espaços de apoio e serviços bem como os sistemas e redes necessários à versatilidade do seu desempenho.

Os novos materiais usados foram escolhidos de modo a acentuar um certo despojamento hierático, tão subjacente à arquitectura cisterciense, onde o modo de trabalhar a luz natural se figura, por sistema, decisivo.
É de facto na luz, por excelência a matéria-prima da arquitectura, e na sua capacidade reveladora/epifânica que reside o principal vínculo temporal do espaço. É sobretudo ela que introduz a sequencialidade, a alternância, a diacronia do tempo. A verdade é que os sinais deixados por este, permitiram revelar naquele magnífico espaço algumas coerências perdidas e mesmo processos intrusivos de que foi sendo alvo e que o projecto ousou contrariar. O projecto procura resgatar a relação de complementaridade entre cidade e abadia, reaproximando ambos na zona envolvente ao monumento, e propondo concretizá-la no seu monumental terreiro.
As opções projectuais tomadas procuraram sempre privilegiar o carácter imanente da preexistência em relação ao novo conteúdo programático, resolvido de modo discreto e lateralizando os novos espaços de apoio e serviços bem como os sistemas e redes necessários à versatilidade do seu desempenho.

Os novos materiais usados foram escolhidos de modo a acentuar um certo despojamento hierático, tão subjacente à arquitectura cisterciense, onde o modo de trabalhar a luz natural se figura, por sistema, decisivo.
É de facto na luz, por excelência a matéria-prima da arquitectura, e na sua capacidade reveladora/epifânica que reside o principal vínculo temporal do espaço. É sobretudo ela que introduz a sequencialidade, a alternância, a diacronia do tempo. A verdade é que os sinais deixados por este, permitiram revelar naquele magnífico espaço algumas coerências perdidas e mesmo processos intrusivos de que foi sendo alvo e que o projecto ousou contrariar". Gonçalo Byrne Arquitectos em: http://www.byrnearq.com/index.php?lop=projectos&list_mode=1&id=c4ca4238a0b923820dcc509a6f75849b#

capeladodesterro disse...

Fica a memória descritiva do Arquitecto Gonçalo Byrne. Depois desta referência não se esqueçam de que também estamos a falar de outras obras...

Arquitecto disse...

Muito bom este post.
A arquitectura sai valorizada.
Eu sou arquitecto e deixo já aqui os meus parabéns ao blog.
Se quiserem dar uma vista de olhos no nosso trabalho visitem-nos em http://www.utopia-projectos.com