quarta-feira, maio 18, 2005

Imaginários de Museus e Museus Imaginários

Chegámos a 18 de Maio, logo temos de falar um pouco de Museus, uma vez que hoje é o seu dia internacional. Voltamos à prática, cada vez mais generalizada, em Portugal de reacção às efemérides. A culpa não é só dos responsáveis do sector, mas também do público que nestas datas baixa um pouco as suas defesas e permite algumas investidas.
A realidade nacional dos Museus é paradigmática do estado da Cultura em Portugal, com o organismo de tutela (Instituto Portugês de Museus) a ser alvo de cortes orçamentais que chegaram a atingir os 20%, com modelos de gestão presos a legislação antiquada e sem recursos humanos, tornando o panorama confrangedor. Portugal é o país onde o Museu Nacional de Arte Antiga, o seu museu mais importante, chegou a ponderar encerrar as suas portas devido às férias dos funcionários em plena época estival! Imaginem encerrar o Prado, ou o Louvre! Seria inconcebível. Alguns dos caminhos que entendo como necessários para resolver esta questão já aqui apresentei num artigo anterior sobre o financiamento cultural.
Voltando ao caso na ordem do dia, para além da dificuldade que vai sendo a manutenção dos Museus, existem ainda outras dificuldades prévias: a conceptualização e a abertura. Recordo-me sempre, a este respeito, do caso de estudo que é Alcobaça. Não faltam projectos, vozes críticas (justas e injustas) e principalmente, não falta potencialidade.
Alcobaça, neste momento, não tem um Museu. Um museu que cumpra com os requisitos do levantamento o Observatório das Actividades Culturais. Há museus sem colecção, colecções sem museu, museus sem pessoal, museus sem programa, mas todos combinam numa coisa: alheamento dos públicos. Senão atentem nestes exemplos:
- O Mosteiro de Santa Maria possui acervo, mas não tem museu, apesar de ser uma ambição oitocentista de Alcobaça e estar legalmente criado desde a década de 80 do séc. XX;
- O Museu Nacional do Vinho, em virtude do desinvestimento e de um proprietário que se recusa a entender com a Câmara Municipal de Alcobaça vai definhando e perdendo o seu pioneirismo. Cairá no subalternismo face a projectos que nascem e se desenvolvem, não muito longe, por exemplo no Cartaxo;
- O Museu dos Coutos de Alcobaça é um projecto embrionário que espero que consiga atingir a maioridade, mas que creio ter um paradoxo que não vi ninguém esclarecer. Como pode um Museu dos Coutos de Alcobaça existir sem o Mosteiro? Para além disso o projecto parece-me pouco pragmático apostando numa rede de equipamentos que cria desafios, quanto aos recursos humanos e financeiros que lhe são inerentes. Não creio que exista nenhum estudo económico que justifique esta opção, por mais coerente que possa ser do ponto de vista museográfico. As interrogações que deixo não são nada quando comparadas com as que tenho em relação ao caso de estudo da não-museologia alcobacense: a casa-museu Vieira Natividade. Creio que o recente episódio da tentativa de deslocalização do monumento que lhe está coligado é a caricatura perfeita.
Continuam a faltar em Alcobaça projectos-âncora que funcionem como forma de preservação patrimonial e difusão cultural. O Cine-Teatro foi um passo decisivo nessa direcção, assim como a Biblioteca Municipal, mas ainda falta um Arquivo Municipal (prioridade administrativa e cultural absoluta) e um bom espaço museológico/exposições.
Relativamente a este último, dos vários possíveis, existem dois modelos que gostaria de destacar:
- Tradicional: um espaço, uma colecção permanente temática, espaço para exposições temporárias e reservas, com financiamento público, quase em exclusivo. Teria como principais vantagens a possibilidade de um trabalho mais duradouro, no entanto é um modelo menos flexível às novas realidades da gestão cultural, que requerem equipamentos polivalentes e/ou, quando há dinheiro, espaços mais específicos para trabalho localizado.
- Simbiose. Alcobaça carece de um espaço livre para exposições, com dimensão para receber Arte contemporânea, afastada da nossa programação cultural, à excepção das artes performativas. Nesse âmbito a existência de um espaço que cumprisse com essa exigência seria uma vantagem significativa, em paralelo ou perpendicularmente seria possível articulá-lo com uma exposição sumária, mas representativa, de mais-valias de Alcobaça. A tónica na minha opinião seria a Faiança de Alcobaça e a cristalaria. Só faria sentido com a sinergia entre sector privado e municipal.
O espaço Alcobaça, à semelhança de um Welcome center, serviria para receber os visitantes e teria uma incidência no presente e futuro, com o passado integrado. Recorreria às novas tecnologias como veículo de passar a mensagem, através de projecções de filmes, realidade virtual, reconstituições 3D, explorando as potencialidades comunicacionais das novas tecnologias. Não será esta a melhor forma de agarrarmos os turistas “volantes” que nos visitam? Aliciar, não impor. O turista não deve ser obrigado a andar a pé ou de carro, a visitar qualquer coisa que se queira vender. O turista, porque paga e é efémero, quer conhecimento simples, directo e liberdade para a sua vivência do local onde se encontra. O “Turismo de Experiências” que menciono é uma realidade emergente que procura responder à massificação da oferta turística. As relações humanas, afectivas, reveladoras, o conhecimento intenso dos locais é hoje crucial para o turista que, mais do que descansar, quer descobrir. Se é verdade que todos os locais têm a sua magia própria, então Alcobaça tem de encontrar a sua, antes que seja tarde demais. Aquela que poderia ser a mais-valia, neste domínio, o seu Ambiente Histórico” já não existe mais.
Regressando ao Welcome Center, a concepção do espaço seria uma responsabilidade municipal enquanto a gestão quotidiana pertenceria às empresas participantes no projecto com ou sem a Câmara Municipal no consórcio. Neste projecto seria estrutural a exploração de uma loja, galeria, cafetaria/restaurante, que teriam como objectivos, a rentabilidade económica do projecto e o prestígio das empresas e da cidade.
No que concerne à localização também temos várias possibilidades:
- Clássica: Mosteiro de Alcobaça. É bom não esquecer que o IPPAR vai constituir uma equipa para a execução de um Plano Director para o Mosteiro. Alcobaça tem de participar, não se pode alhear;
- Actual Mercado Municipal. Caso a solução Mosteiro se revele dificilmente exequível por vicissitudes várias, esta poderia ser a altenativa ideal, pela centralidade do espaço, as suas características, a qualidade arquitectónica do projecto e especialmente porque está junto à paragem dos autocarros turísticos. No entanto, a deslocalização do mercado deve ser bem pensada de forma a que não se intensifique a desertificação do centro da cidade e se quebra aquele que vai sendo o único elo de ligação da sede com o concelho;
- Antiga fábrica da Olaria: seria uma forma de preservar, pelo menos uma parte, do património edificado e principalmente da memória histórica que ainda perdura. A localização é favorável, à entrada ou saída da cidade e junto ao rio Alcôa;
- MercoAlcobaça: a não-solução. Aparentemente tem tudo para resultar. Entrada da cidade para quem vem pela A8, estacionamento, espaço amplo, mas está distanciado da cidade, do centro. Como seria depois? Visitavam o espaço, voltavam a entrar no autocarro ao centro da cidade, a partir desse momento estaria quebrada a relação entre o virtual do Welcome Center e a realidade da cidade.
Colocadas estas considerações e face à desafectação da Ala Norte e ao imenso espaço histórico devoluto, a solução Mosteiro parece-me a mais interessante. Para além do mais Alcobaça necessita, com urgência, de encontrar mais-valias para o seu descaracterizado centro, por sucessivas empreitadas.
As ideias que apresento fogem um pouco à doutrina geralmente instituída, porque procura a partilha de recursos e da gestão, em moldes pouco convencionais no sector cultural. Encara a Cultura como conhecimento, mas também como mais-valia económica. Procura ser Cultura Sustentável. Quanto mais não seja, fica o meu contributo para o imaginário dos Museus de Alcobaça.

11 comentários:

capeladodesterro disse...

Então pessoal a ideia é assim tão má??!! Manifestem-se! Podem bater no cronista se a ideia não tiver qualidade.

Mario Bernardes disse...

Não tenho muito a acrescentar... Gostei do post!

Anónimo disse...

Meu caro MA li o seu artigo , claro que gostei mas não será nestes anos mais próximos que teremos qualquer museu dos Coutos ou das Coutas.
Falar falar tudo bem mas não há a determinação para fazer coisas é só conversa e nada mais.
Já viu o estado da casa do Vieira Natividade? Havia lá tanta coisa para mostrar, onde está?.

Sabia o meu amigo que na Cela há um particular que tem um museu importantissimo e grande, de radios grafonolas gravadores giradiscos etc etc. Coisa em grande meu caro ,Veja se consegue ver porque vale a pena. Alguem se importa com isso? Se desse para por a lápide para inaugurar era uma maravilha.
Sabe o problema reside em quantas pessoas em Alcobaça já viram um museu, e de quê? 1%? certamente que será muito menos 0,01 e secalhar é muito.
Quantas pessoas do Concelho de Alcobaça aguentariam um dia inteiro a ver as esculturas do Crescente fértil, no Louvre?
Poucas. LOgo voltaremos a falar

Mario Bernardes disse...

E será que o tal colecionador da Cela pretende criar um museu para expor a dita colecção? E porque terão der ser as entidades oficiais a criar o museu? Porque não a participação dos privados neste campo?
Estamos sempre há espera que os outros o façam por nós...

Anónimo disse...

meu caro MB

Então não são as entidades oficiais que devem promover e facilitar o aparecimento destas coisas?
Onde está o local, quanto custa , quem toma conta, quem explica, quem publicida?. Quem se responsabiliza pelas peças? ( muito importante, quem paga o seguro?
Claro que os particulares devem-se mexer, mas isso não chega.
Eu tenho uma colecção de qualquer coisa, é minha , fi-la para me dar prazer, então eu é que tenho que mendigar um local para mostrar aos outros aquilo que eu ao longo dos anos fiz. Não é assim pois nâo?
Fique sabendo que já houve várias pessoas que se disponibizaram para oferecer peças importantes, e a resposta foi NIN.
Meu caro seria capaz de vender a saldo um quadro do Dali no BUrkina Fazo?, não se esqueça que já fizemos parte da gente de marrocos.
Está a ver que só agora é que se está a tentar implementar o Inglês na Primária?, 2005!!!!!!!!! com 20 anos de CEE,!!!!!! só agora??? se o fizessem à 50 anos já era atrasado.
É só imcompetentes!!!
Ninguem fala a nosso lingua na Europa, deveríamos falar o Inglês como o Português ao mesmo nivel, só assim poderíamos falar em productividade.
Tudo isto é trágico.
Falar em museus quando temos 40% de abandono escolar, Falar em Museus quando a falta de água vai ser o grande problema das gerações futuras?.

Mandamos ás malvas uma barragen do Côa que iria gerar electricidade e reservar água .

Nós precisamos de por estes "ignorantes" em vitrines museológicas, e repensar toda a nossa vida e actuar.
Seria o melhor museu que alguma vez se faria em Portukali.

Mario Bernardes disse...

Caríssimo "Anónimo",
Concordo com muito do que diz, mas continuo a insistir que os privados têm de ter mais iniciativa. Não podem ficar eternamente à espera dos subsídios, das esmolinhas, etc...
É certo que o poder local tem uma grande responsabilidade na implantação deste tipo de infra-estruturas mas não devemos ficar à espera deles. Também temos de compreender que numa fase perturbada como esta temos mais em que pensar...
Dou-lhe um exemplo: Há alguns anos atrás, nos primórdios da Internet, fiz uma pesquisa por Alcobaça num dos browsers da altura. O resultado foi "0 resultados". O que eu poderia ter feito? Criticar a CMA, propor um projecto e ficar à espera de fundos, etc. Mas não. Tomei a iniciativa e pus mãos à obra. Com os poucos meios que tinha contruí um site. Muito simples, mas funcional. Foram muitos meses de trabalho, muita despesa pelo meio e muitas chatices. Mas construí-o e deu-me muito prazer poder fazer algo pela minha terra. Graças a isso Alcobaça foi uma das primeiras cidades a estar representada no universo cibernético. Muito antes de Leiria, Caldas, Rio Maior e Marinha Grande. E lá está, continua online e conta com umas boas dezenas de milhar de visitas. Nunca recebi um tostão, qualquer reconhecimento ou condecoração(ao contrário de muitos que recebem medalhas pela grande representação que fazem de Alcobaça e passam o tempo a dizer mal de tudo o que se passa e faz na nossa cidade) mas o que interessa é que dei o meu melhor por Alcobaça e isso para mim chega.
Quanto à questão do Inglês nas primárias, deixe que lhe diga uma coisa. Os portugueses são dos povos na Europa que mais fala Inglês. Tenho sentido isso na pele ao viajar por essa Europa fora. Em Espanha é raro encontrar alguém que fale a língua universal, assim como em França e na Alemanha. No entanto concordo que o ensino do Inglês no período escolar básico vem muito atrasado.
Desperdiçamos Foz Coa, assim como desperdiçamos o Alqueva e muitas outras barragens. Não se justifica muito do que se está a passar no Alentejo após todo aquele investimento.

Anónimo disse...

Olá

Parabéns por ter feito alguma coisa por alcobaça. Já agora poderia dar-me os elementos pois gostaria de visitar o seu site.
POis se todos desinteressadamente fizessem alguma coisa pela nossa terra isto seria uma terra de eleição.
Temos a beleza natural , temos rios , temos Mosteiros, temos castelo , temos escolas, temos juventude e não só, que demonstra fora da terra o seu valor,.
POucas terras com a nossa dimensão têm as potencialidades que nós temos.
Porque é que não estamos melhor, é porque os menos capazes é que estão no poder, e já há muitos anos que isso acontece.
Veja o nivel da Assembleia Municipal, và lá e aprecie e depois diga-me.

Quanto ao Inglês meu caro estamos em perfeito desacordo e eu estou certo e nem sequer tenho dúvidas.

Saber uma lingua!! poderemos entender que sabemos 200 palavras o que é nada, e que já somos uns sábios.
Não é disso que eu falo.
Um cirurgião ou sabe mesmo muito ou então o paciente morre.
Um Piloto ou sabe com os olhos fechados onde estão os comandos e o que fazer ou perde a vida e mata os passageiros.
O Inglês que se aprende na escola não é suficiente nem de perto nem de longe, se o amigo o tiver que usar profissionalmente em directa competição com pessoas cuja lingua basica é o Inglês, ou o amigo fala e escreve como eles ou fica em lugar subalterno, ou não é assim?.

Vamos lá ver este exemplo simples:

O amigo quer ser Piloto.
Tudo é dado em Inglês nomes , técnicas, conversas etc.
O amigo acha que está em pé de igualdade com um estudante de pilotagem do Pakistão? Da India? do Kenia da Australia ? etc etc

As facilidades linguisticas que eles têm não tem nada a ver com as suas? pois não?

Experimente estudar uma matéria nova para si em arabe, em russo ou em xinês!!!
lado a lado com um arabe um russo ou um xinês.
A sua velocidade de aprendisagem era menor que o caracol.

Aqui é que entra a competitividade. Nós corremos descalços, querem records e obrigam-nos a correr in bare foot

Ler na net em inglês, ler um livro de instruções e passar das instruções de português para inglês sem dar por isso, só assim é que estamos no mesmo plano.
Há Paises que se podem dar ao luxo de não ligar muito às linguas, mas cada vez mais têm que alterar essa filosofia.
Coitados dos Portugueses que vão para a Irlanda, quando falam mal até o Português. Isto é tragico para o nosso povo.
Foi preciso vir o Sócratas para por o dedo na ferida.
Nem imagina como seria facilitada a vida das pessoas se falassem o Inglês com falam o Português,

Sabe se os palermas do PP e do PSD tiverssem perdido uma filha por falta de assistência medica após um aborto clandestino, se tivessem as mães deles no tribunal a serem enxuvalhadas pelo mesmo , meu caro como tudo seria diferente.
Com as linguas é o mesmo

Foi um prazer

Mario Bernardes disse...

Vejo que não entendeu o que disse sobre o inglês nas escolas. Referi que era de acordo com o ensino desta língua e que tb concordava que já vinha atrasado.
Mas discordo em certos pontos. Dependendo das nossas funções, os nossos níveis de inglês não necessitam de ser assim tão perfeitos. Para certos cargos o chamado inglês técnico serve perfeitamente. É óbvio que quanto melhor for o nível de Inglês melhor. Trabalho numa multinacional, lido com estrangeiros todos os dias e sei que não necessito de um inglês perfeito.
Trabalhei em tempos numa outra grande multinacional num grande projecto a nível mundial. A própria empresa tinha preferência em ter portugueses envolvidos nos projectos em deterimento de outros povos. Muitos dos meus colegas envolvidos não são bons a Inglês.
Não podemos generalizar. Não é só o nível do Inglês...
Já agora, o ensino do Inglês no ensino básico já havia sido definido uns meses antes do novo governo tomar posse(apenas por curiosidade e sem estar a querer entrar em preferências políticas. Não sou apoiante do governo anterior e apenas quis ser correcto).
Mas não vale muito a pena estarmos aqui a discutir estes assuntos pois já vi que não é muito aberto a isso(quando diz "eu estou certo e nem sequer tenho dúvidas") e é uma pessoa de ideias fixas. Infelizmente tenho muita experiência nesse campo e poderi-a elucidá-lo um pouco.

Anónimo disse...

Está errado quando diz que não estou aberto a discutir as coisas.
Mudo facilmente de opinião quando me provam claramente que estou errado, mudo logo e num segundo.
Será que será assim consigo?.

Agora no Inglês tenho uma pergunta a fazer-lhe trabalhou numa multinacional no estrangeiro e vários anos?.

SE não, já não estamos a falar do mesmo.

SE tem colegas que não sabem bem o inglês talvez não precisem??, Será que poderão vir a ter lugar de destaque na empresa se não o souberem bem?

E para um Português a trabalhar em companhia não Portuguesa estrangeiro? será que é o mesmo?.

Trabalhar em Portugal parece a mesma coisa mas não é essa a minha opinião.
Claro que se a pessoa é muito boa, ultrapassa tudo e todos , mas só se estiver a trabalhar em áreas em que seja de ciencia de ponta ou coisa parecida.
Aí mesmo que a lingua não seja muito forte é compensado pelo conhecimento
que poucos têm.
Mas nem todos neste país são assim bons , nem todos têm a classe cientifica do Damazio e de muitos outros.
Portanto o Inglês vem os tais 50 anos atrasado,

Mas meu caro não podemos falar de nós,!!!! Nós fazemos parte dos 5% que podem sem grandes dificuldades trabalhar em qualquer lado.

O que se passa com os outros 95% a musica é diferente não é?
Porque é que não lhes deram as mesmas condições?

Porque não queriam não é verdade?.

Já viu num País de turismo os Taxistas não falam duas palavras de Francês ou Inglês, se o tivessem aprendido na escola seria melhor , e porque não aprenderam?
Meu caro votar neste ou naquele faz parte da democracia agora votar com um cabresto na cabeça é que é burrice.

Se poder leia "A revolução e o antigo regime" do Freitas do Amaral, e verá o que é ter uma educação esmerada e completa.
Se todos nós tivessemo o mesmo mas todos, este País seria uma maravilha.

Ser do Benfica porque o glorioso é o maior é pouco, e não resiste a esta pergunta. Será que nos ultimos 5 anos tem sido realmente o maior?
Cá para mim que não ligo aos futebois acho que não.

Foi um prazer. Não me deu o site de Alcobaça , gostaria de ver.

Mario Bernardes disse...

Sou extremamente aberto a outras opiniões e ideologias.
Vejo que também me deu razão numa coisa. Não é só o Inglês que interessa.
Trabalhei numa multinacional durante vários anos e passei grandes temporadas no estrangeiro, pelo que falo de experiência própria. Os meus colegas são pessoas extremamente capazes e poderiam facilmente ocupar posições de destaque na empresa. A língua também pode ser aprendida e aperfeiçoada consoante a necessidade. Quando entrei na empresa o meu nível de Inglês era bastante inferior. A empresa deu-me alguma formação nesta área e as experiências no estrangeiro também me evoluiram muito.
D qualquer das formas continuo a concordar consigo que falta educação a este povo, como também a muitos povos por esse mundo fora.
Site: www.alcobaca.com
Email: mario.bernardes@netcabo.pt
O prazer foi todo meu. Obrigado.

Anónimo disse...

Trabalhar lá fora sem ter qualquer ligação a Portugal é bastante diferente.
Claro que se pode aprender a lingua mas se a souber bem, a coisa vai muito melhor e as armas para a competição interna pelos melhores salários e melhores lugares fica mesmo muito facilitada, tenho a experiência disso.
Quanto aos seus colegas serem muito competentes não ponho em causa isso , nós Portugueses, somos iguais ou melhores a todos os outros nisso meu caro, também não tenho dúvidas, o problema reside em que, para sermos o que somos por vezes temos que andar em caminhos de cascalho enquanto os outros andam na alcatifa.E isso é duro de roer quando temos que carregar com tudo isso e ainda ter que chegar ao mesmo tempo na linha da frente.
Foi um prazer